quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Opa!!!

Opa!!! Seja bem vindu ao meu blog. Um lugar caloroso e abrangente, que possibilita uma série de possibilidades que as próprias possibilidades nos possibilitam.

4 comentários:

Coletivo Fotográfico - FACOM UFJF disse...

Que mané ligar procê... Trata de produzir, escrever e postar matéria, pois depois não vai dá prá chiar...

Luis Antoim disse...

Balada de Agosto



Fagner e Zeca Baleiro


Lá fora a chuva desaba e aqui no meu rosto

Cinzas de agosto e na mesa o vinho derramado

Tanto orgulho que não meço

O remorso das palavras

Que não digo


Mesmo na luz não há quem possa Se esconder no escuro

Duro caminho o vento a voz da tempestade

No filme ou na novela

É o disfarce que revela

O bandido


Meu coração vive cheio de amor e deserto

Perto de ti dança a minha alma desarmada

Nada peço ao sol que brilha

Se o mar é uma armadilha

Nos teus olhos


Meu coração vive cheio de amor e deserto

Perto de ti dança a minha alma desarmada

Nada peço ao sol que brilha

Se o mar é uma armadilha

Nos teus olhos

Nos teus olhos

Luis Antoim disse...

Bienal



Zeca Baleiro / Zé Ramalho


Desmaterializando a obra de arte no fim do milênio

Faço um quadro com moléculas de hidrogênio

Fios de pentelho de um velho armênio

Cuspe de mosca pão dormido asa de barata torta

Meu conceito parece à primeira vista

Um barrococó figurativo neo-expressionista

Com pitadas de art-nouveau pós-surrealista

Calcado na revalorização da natureza morta

Minha mãe certa vez disse-me um dia

Vendo minha obra exposta na galeria

Meu filho isso é mais estranho que o cu da jia

E muito mais feio que um hipopótamo insone

Pra entender um trabalho tão moderno

É preciso ler o segundo caderno

Calcular o produto bruto interno

Multiplicar pelo valor das contas de água luz e telefone

Rodopiando na fúria do ciclone

Reinvento o céu e o inferno

Minha mãe não entendeu o subtexto

Da arte desmaterializada no presente contexto

Reciclando o lixo lá do cesto

Chego a um resultado estético bacana

Com a graça de Deus e Basquiat

Nova Iorque me espere que eu vou já

Picharei com dendê de vatapá

Uma psicodélica baiana

Misturarei anáguas de viúva

Com tampinhas de pepsi e fanta uva

Um penico com água da última chuva

Ampolas de injeção de penicilina

Desmaterializando a matéria

Com a arte pulsando na artéria

Boto fogo no gelo da Sibéria

Faço até cair neve em Teresina

Com o clarão do raio da Silibrina

Desintegro o poder da bactéria

Com o clarão do raio da Silibrina

Desintegro o poder da bactéria

Luis Antoim disse...

É gentiii!!! tive que postar duas músicas que para minha persona é de grande valia. Uma vez que estas tratam da alta criatividade de ícones da música brasileira contemporânea e eterna. Desde já...